Falar Ciência
ROWACT: promover saúde e inclusão através do remo c/José Pedro Guimarães
Muitos associam o remo foi associado à alta competição, ao esforço físico intenso e a atletas de elite. Mas e se esta modalidade pudesse ser precisamente o ponto de partida para mulheres com mais de 50 anos adotarem um estilo de vida mais ativo e criarem novas ligações sociais? É esse o desafio do ROWACT.
ROWACT, um projeto financiado pelo Erasmus Sport, junta Portugal, Itália e Eslovénia para promover o remo como uma ferramenta de saúde, bem-estar e inclusão.
José Pedro Guimarães, docente da Universidade Lusófona, acredita que o remo pode transformar vidas, independentemente da idade ou da condição física. "O remo é visto como um desporto duro, que nem todos podem praticar, o que é completamente falso", afirma.
Destinado a mulheres com mais de 50 anos, o programa aposta no remo indoor, complementado por treino multicomponente, para responder a desafios comuns desta fase da vida, como a perda de massa muscular, a diminuição da densidade óssea e o isolamento social. Além de ser uma modalidade de baixo impacto e reduzido risco de lesão, o remo promove o trabalho em equipa e a criação de relações entre as participantes. "Queremos criar laços, criar uma comunidade e fazer com que estes hábitos perdurem ao longo do tempo", sublinha o investigador.
Além da prática desportiva, o projeto distingue-se pela componente científica. A equipa da Universidade Lusófona será responsável por avaliar o impacto da intervenção na condição física, na qualidade de vida e no bem-estar emocional das participantes, permitindo validar um modelo que poderá ser replicado noutros contextos.
Com duas sessões semanais ao longo de vários meses, o ROWACT - Rowing and Wellness through Active Community Training -, pretende provar que o remo está longe de ser um desporto reservado a uma elite. O verdadeiro objetivo é deixar um legado: criar hábitos de vida saudáveis que perdurem para além do projeto e mostrar que nunca é tarde para descobrir uma modalidade capaz de fortalecer o corpo, combater o isolamento e construir uma comunidade.